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Saúde Pública quer proibir bebida popular em Mato Grosso

  • Publicado em 12/09/2013

Fonte: Redação Midianews

Uma das bebidas mais pedidas atualmente nos bares e restaurantes, popularmente conhecida como “copo sujo” – que consiste em cerveja servida em um copo com as bordas “marcadas” com sal –, pode ter a sua comercialização impedida em Mato Grosso.

Isso porque o Conselho de Estado de Saúde enviou uma recomendação à Assembleia Legislativa solicitando a elaboração de um projeto de lei que proíba a venda dessa e demais bebidas correlatas.A recomendação 02/2013 foi assinada pelo presidente do conselho, o secretário de Estado de Saúde, Mauri Rodrigues, em 31 de julho, e publicada no Diário Oficial que circulou na segunda-feira (9). A provação do pleno se deu em reunião ordinária do dia 5 de junho deste ano.A medida visa a atender, entre outros pontos, à campanha “Menos Sal. Sua Saúde Agradece!”, lançada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), por meio do Ministério da Saúde.

O "copo sujo" também é conhecido como "cozumel" ou "cosmel", conforme consta em alguns cardápios de bares e restaurantes.

A bebida tem esse nome porque foi criada a ilha de Cozumel, no Mar das Antilhas, pertencente à província de Quintana Roo (México).

Campanha

A campanha foi lançada após estimativas apontarem que a população brasileira consome cerca de 12 gramas de sal por dia, mais do que o dobro recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que é de até 5 gramas diárias.O objetivo é alertar à população para os riscos do consumo em excesso de sal, que pode causar vários Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT), como pressão alta, doenças renais e cardiológicas.Segundo a OMS, em 2001, essas enfermidades foram responsáveis por 60% do total das 56,5 milhões de mortes notificadas no mundo. Quase metade de todas essas mortes é atribuída às doenças cardiovasculares.No Brasil, em 2007 as DCNT responderam por 72% do total das mortes por causa conhecida. Em termos de custos ao Sistema Único de Saúde (SUS), o levantamento aponta que no período de 2001 a 2010 houve aumento de 63% dos gastos em internações associadas à hipertensão.

Além disso, internações por acidentes vasculares cerebrais, infarto do miocárdio e outras doenças isquêmicas custaram quase US$ 20 milhões de dólares do SUS em 2010.

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