Prefeitura de Cuiabá está entre as 10 piores no índice de gestão fiscal da Firjan
Fonte: http://www.olhardireto.com.br
Conforme o levantamento, que tem base no ano de 2011, a capital mato-grossense está na 121ª posição no Estado nesse índice. O Sistema Firjan mapeou 129 das 141 prefeituras de Mato Grosso. Em âmbito nacional, Cuiabá figura na 3.587ª posição (veja a pesquisa completa no final do texto).
O IFGF mostra que, ao mesmo tempo em que a prefeitura da capital mato-grossense tem problemas em gerir os restos a pagar e poucos investimentos, possui uma elevada arrecadação própria e não compromete muito do orçamento com gastos de pessoal.
Segundo o Sistema Firjan, Cuiabá contrastou com o cenário positivo do Estado. Entre as 500 melhores gestões fiscais do país, 30 municípios são mato-grossenses, sendo a terceira maior proporção dentre os estados do Brasil. Apenas Santa Catarina e Rio Grande do Sul superaram este percentual.
Na lista dos dez melhores colocados no ranking mato-grossense estão Lucas do Rio Verde; Nova Canaã do Norte; Nova Mutum; Jauru; Sinop; Juruena; Água Boa; Sapezal; Ipiranga do Norte e Barra das Garças. À exceção das quatro últimas, todas apresentaram gestão de excelência, com IFGF acima de 0,8 pontos. O principal destaque foi a alta de 50,7% verificada em Nova Canaã do Norte, que permitiu ao município alcançar o conceito A no IFGF.
Na parte inferior do ranking, na lista dos dez piores desempenhos, estão São José do Povo; Cuiabá; Itiquira; Tesouro; Bom Jesus do Araguaia; Pedra Preta; Dom Aquino; Cocalinho; Juscimeira; Alto Boa Vista. Os baixos investimentos e a falta de liquidez foram os principais responsáveis pelo mau desempenho.
Nove prefeituras apresentaram conceito D (gestão crítica) no IFGF Investimentos, e três prefeituras nota zero no IFGF Liquidez (Cocalinho, Juscimeira, Alto Boa Vista). Apesar disso, Itiquira e Tesouro avançaram expressivamente graças à melhora na liquidez, mas não o suficiente para sair das últimas colocações.
O estudo é elaborado exclusivamente com estatísticas oficiais, a partir de dados declarados pelos próprios municípios à Secretaria do Tesouro Nacional, responsável por consolidar informações sobre as contas públicas municipais.
O índice varia entre 0 e 1, quanto maior a pontuação, melhor é a gestão fiscal do município. Cada município é classificado com conceitos A (Gestão de Excelência, acima de 0,8001 ponto), B (Boa Gestão, entre 0,6001 e 0,8), C (Gestão em Dificuldade, entre 0,4001 e 0,6) ou D (Gestão Crítica, inferiores a 0,4 ponto).
Acesse o estudo completo clicando aqui:
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