Prefeitos de quatro municípios sofrem problemas semelhantes
Fonte: Nélson Alves - Assessoria de Imprensa
O movimento nacional 'Viva Seu Município' que contou com a adesão de pelo menos 80% das prefeituras de todo o país quis mostrar a Presidente da República, senadores, deputados federais e estaduais a situação de falência dos municípios brasileiros que amargam a diminuição desenfreada de repasses federais e as crescentes obrigações, que surgem sem os devidos recursos para seu custeio e ao mesmo tempo reivindicar o aumento de 2% do FPM-Fundo de Participação dos Municípios, a redistribuição dos royalties do petróleo e gás, reformulação da Lei Complementar do ISS e encontro de contas das dívidas previdenciárias.
"Estamos em situação desesperadora", disse o prefeito José Mauro, de Arenápolis. "O Estado e a União administram recursos, enquanto os municípios administram problemas", completou o prefeito, destacando que atualmente em seu município ele está priorizando as prioridades.
Na mesma linha, o prefeito Cristovão de Nova Olímpia frisou que gostaria da dar uma resposta às demandas da população, porém não há recursos, tendo em vista que a maior fonte de recursos são os repasses e a cada dia, com a arrecadação diminuindo, diminuem mais e mais. "Ruas esburacadas, pontes caindo, Educação em crise, Saúde longe do ideal, folha acima do permitido e uma série de problemas que vivemos. A comunidade acha que é falta de vontade, mas não é. É falta de condições mesmo de fazer", disse o prefeito novaolimpiense.
Por sua vez, o prefeito de Barra, Júlio Florindo, destacou o abandono por parte do Estado e da União. Segundo ele, cada dia mais, o município é obrigado a assumir compromissos que deveriam ser prestados por esses entes. "Levamos pancada do nosso povo que acha que não corremos atrás dos recursos. Todas as semanas estamos buscando meios de solucionar os problemas, reivindicando das nossas autoridades, porém, pouco ou quase nada conseguimos", citou o prefeito.
Já o prefeito Pedro Tercy frisou que a reivindicação do movimento, se acatada, vai trazer benefícios como o aporte de mais de R$ 7,2 bilhões aos cofres municipais por meio do FPM e a possibilidade de arrecadar, aproximadamente, R$ 5 bilhões a mais a cada ano, se a Lei do ISS for alterada. "Também queremos as desonerações do Imposto de Produtos Industrializados. O IPI compõe o FPM, e a cada desoneração acaba acarretando menos FPM, prejudicando a arrecadação dos municípios", disse ele.
O prefeito de Denise relatou que a imagem dos prefeitos de todo o país está desgastada, exatamente em razão da crise que assola a grande maioria. "Temos que cobrar, reivindicar porque não estamos fazendo isso por nós e sim pela nossa população que é a que mais sofre", finalizou o prefeito.
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