Passa de 10,6 mil número de agências bancárias fechadas no país
Fonte: Agência Brasil
A confederação reclama que há um silêncio da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) que "se recusa a apresentar proposta com aumento real de salário, valorização do piso, melhoria da participação nos lucros e resultados", além de não fazer novas contratações, para diminuir a rotatividade e acabar com as terceirizações.
Os bancários enviaram ao presidente da Fenaban, Murilo Portugal, carta rejeitando o reajuste de 6,1%, apresentado no dia 5 de setembro, e apresentando a disposição para negociar uma proposta que atenda às reivindicações econômicas e sociais dos bancários.
A categoria também informou que as últimas declarações da Fenaban de que "os bancários não precisam de aumento real e precisam apenas manter os seus direitos em um momento em que os bancos estão tendo recorde de lucros provocou ainda mais a indignação" da categoria.
Entre as principais reivindicações, estão o reajuste salarial de 11,93% (5% de aumento real além da inflação), piso salarial de R$ 2.860,21, auxílios-alimentação, refeição e creche de R$ 678 ao mês, melhores condições de trabalho, com o fim das metas abusivas. Eles pedem ainda o fim das demissões e combate às terceirizações, entre outros pontos.
A Fenaban informa que ao longo de 20 anos a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) do setor bancário evoluiu de forma significativa, resultando numa valorização constante do processo de negociação, que a diferencia e a torna única em relação a outras categorias profissionais.
Em relação às questões econômicas, a Fenaban diz que apresentou às lideranças sindicais dos bancários proposta global contendo reajuste salarial de 6,1%, que corrigirá salários, pisos e benefícios. Será mantida a mesma fórmula de participação nos lucros, com correção dos valores fixos e de tetos em 6,1%.
Segundo a federação o piso salarial da categoria subiu mais de 75% nos últimos 7 anos e os salários foram reajustados em 58%, ante uma inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de 42%. Pela proposta, o piso salarial para bancários, informou a Fenaban, que exercem a função de caixa, passará para R$ 2.182,36 para jornadas de seis horas.
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