Março Mulher é encerrado com palestra sobre lutas e conquistas das mulheres
Fonte: Nélson Alves - Assessoria de Imprensa
A palestra com o tema “Mulher – Lutas e Conquistas que não Podem Parar” foi ministrada pela assistente social da Promotoria de Justiça de Tangará da Serra, Vanderlucia Bonfim Cardoso, que destacou a preocupação com a violência praticada contra mulheres e como esse problema pode ser prevenido pelas famílias. Ela destacou que é preciso que as pessoas reflitam e discutam sobre a violência contra a mulher que existe e está presente em todas as classes sociais. E, também ouviu relatos de pessoas que já sofreram violência e/ou possuem casos de violência na família.
Segundo a responsável pelo evento, Marcia Segabinazi que é psicóloga no CREAS, a ideia é sensibilizar e discutir com a sociedade o enfrentamento da violência contra mulher. “Com esta palestra queremos envolver e sensibilizar o nosso público alvo, para que juntos possamos frear e, consequentemente, reduzir o índice de violência contra a mulher. Queremos formar opiniões, levar informações que ajudem a combater este mal que assola a população feminina”, pontuou a psicóloga.
Durante a palestra foi distribuído folder educativo e também sorteadas camisetas para as participantes. O vice-prefeito Milton Lopes representou o prefeito no evento que teve a participação da primeira dama, Selma Aragoso Masson, Selma Guimarães, enfermeiro Samuel Müller, equipe da Unidade Básica de Saúde da Família Ouro Verde-I (parceira), padre Marcílio e servidoras da Secretaria de Assistência Social, CRAS, CREAS e Conselho Tutelar.
Conheça algumas formas de agressões que são consideradas violência doméstica no Brasil:
1: Humilhar, xingar e diminuir a autoestima
Agressões como humilhação, desvalorização moral ou deboche público em relação a mulher constam como tipos de violência emocional.
2: Tirar a liberdade de crença
Um homem não pode restringir a ação, a decisão ou a crença de uma mulher. Isso também é considerado como uma forma de violência psicológica.
3: Fazer a mulher achar que está ficando louca
Há inclusive um nome para isso: o gaslighting. Uma forma de abuso mental que consiste em distorcer os fatos e omitir situações para deixar a vítima em dúvida sobre a sua memória e sanidade.
4: Controlar e oprimir a mulher
Aqui o que conta é o comportamento obsessivo do homem sobre a mulher, como querer controlar o que ela faz, não deixá-la sair, isolar sua família e amigos ou procurar mensagens no celular ou e-mail.
5: Expor a vida íntima
Falar sobre a vida do casal para outros é considerado uma forma de violência moral, como por exemplo vazar fotos íntimas nas redes sociais como forma de vingança.
6: Atirar objetos, sacudir e apertar os braços
Nem toda violência física é o espancamento. São considerados também como abuso físico a tentativa de arremessar objetos, com a intenção de machucar, sacudir e segurar com força uma mulher.
7: Forçar atos sexuais desconfortáveis
Não é só forçar o sexo que consta como violência sexual. Obrigar a mulher a fazer atos sexuais que causam desconforto ou repulsa, como a realização de fetiches, também é violência.
8: Impedir a mulher de prevenir a gravidez ou obrigá-la a abortar
O ato de impedir uma mulher de usar métodos contraceptivos, como a pílula do dia seguinte ou o anticoncepcional, é considerado uma prática da violência sexual. Da mesma forma, obrigar uma mulher a abortar também é outra forma de abuso.
9: Controlar o dinheiro ou reter documentos
Se o homem tenta controlar, guardar ou tirar o dinheiro de uma mulher contra a sua vontade, assim como guardar documentos pessoais da mulher, isso é considerado uma forma de violência patrimonial.
10: Quebrar objetos da mulher
Outra forma de violência ao patrimônio da mulher é causar danos de propósito a objetos dela, ou objetos que ela goste.
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