Hátores e NÓ representam Nova Olímpia no VIII Festival de Teatro Velha Joana em Primavera do Leste
Fonte: Nélson Alves - Assessoria de Imprensa
Os grupos de Teatro NÓ e Hátores serão os representantes de Nova Olímpia na VIII Edição do Festival de Teatro Velha Joana realizado em Primavera do Leste. O evento que iniciou no dia 09 e segue até o dia 15 conta com apresentações de 40 espetáculos e várias oficinas. O Festival é realizado pela Prefeitura Municipal de Primavera do Leste através da Secretaria de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, da Coordenadoria de Cultura e produzido pela Companhia Teatro Faces.
Para a Mostra Oficial foram selecionados espetáculos de São Paulo, Bahia e Mato Grosso. Na Mostra Competitiva, além dos grupos de Primavera do Leste, ainda estarão presentes grupos dos municípios de Nova Olímpia, Poxoréu e grupos vindos do Rio Grande do Sul.
O grupo NÓ entrará na Mostra Oficial no dia 12 (quarta-feira) com "A Busca" nas ruas da cidade com início às 07h30 e a peça "Incomodo-te" a ser apresentada no Espaço Prima Jovem às 21h10.
Já o Grupo de Teatro Hátores, entra na competição com o espetáculo "Mani" no dia 14, às 08h00 no Cine Teatro Vila Rica.
MANI - Conta, de forma lúdica e folclórica, a lenda da mandioca, com jovens atores do grupo Hátores e Projeto 'Teatro nas Escolas'.
O espetáculo com aproximadamente 50 minutos de duração é baseado no texto de Wanderson Lana, do Grupo Faces de Primavera do Leste e tem a direção do ator e diretor Thiago Smaykel.
É uma adaptação de uma lenda dos povos Tupi e propõe uma discussão a respeito do preconceito racial. Na estória, Mani é uma jovem índia que por causa da cor de sua pele (branca) sofre discriminação dos demais índios da sua tribo que acreditam que ela é amaldiçoada, até porque, desde o seu nascimento, não chove e os indígenas acham que ela é a responsável.
Triste pela rejeição, Mani parte em uma jornada para trazer a chuva de volta ao seu povo. Ao final, descobre-se que o racismo existente na tribo era o motivo maior da estiagem na tribo. A cor de Mani não era uma maldição e sim um presente de Tupã.
A BUSCA - Trajados com cabeças de boi, o espetáculo faz uma re-leitura nos cortejos medievais nas adorações dos Deuses mitológicos, onde o trajeto é coordenado por corpos contorcidos que faz a significação aos homens primitivos, suas oferendas e religiosidades.
Segundo o ator, diretor e produtor Valter Lara, o Cortejo Cênico surge a partir da ideia de expandir os trabalhos cênicos da cidade.
INCOMODO-TE - Baseado na teoria do ator polonês Jerzy Grotowski, o espetáculo é um drama lírico, que segue sua dramaturgia em poesia, com o pensamento de questionar e provocar a plateia no sentido catarse, quebrando barreiras e fortificando as discussões abordadas no contexto dessa poética, a automatização desses homens maquinas sendo contadas através desse vale de sentimentos e expirações.
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