Em crise, prefeitura demite contratados e corta horas extras de servidores
Fonte: Nélson Alves - Assessoria de Imprensa
Para o prefeito Cristovão Masson, esses primeiros meses de 2015 tem sido de desgosto. A expectativa de melhoria na arrecadação foi substituída pela decepção de mais quedas nos repasses dos recursos e a grave crise que está assolando o país. “Estou tomando medidas drásticas para reduzir os custos, inclusive de pessoal, demitindo contratados e comissionados, cortando horas extras, entre outras medidas que vão gerar economia de R$ 90 mil ao mês para a prefeitura”, disse.
O prefeito informou que as demissões não estavam nos planos, mas são necessárias para tentar manter o equilíbrio financeiro do município e adequar ao limite prudencial. Atualmente o percentual com folha de pagamento está em 56,49% do orçamento, ou seja, 2,49% acima do limite legal, o que vai acarretar problemas legais ao município.
Neste sentido, o prefeito Cristovão citou que a situação financeira ainda se agrava porque a data base do servidor foi no mês de maio e a reposição salarial, segundo o INPC é de 8,34%. O município terá problemas legais se conceder a reposição na sua integralidade. “Já fizemos todos os cortes possíveis e estamos fazendo o impacto para apresentarmos uma proposta aos sindicatos representantes das classes. Vamos buscar o diálogo”, disse o prefeito.
O prefeito relatou que a situação está tão crítica que está com dificuldades de pagar a folha de pagamento dentro nos primeiros dias do mês. “Não temos como fazer milagres”, lamentou, citando que os recursos estão escassos. “Não temos autonomia financeira e não estamos recebendo o aporte necessário por parte dos governos Estadual e Federal, que poderiam socorrer os municípios”, comentou.
Cristovão Masson disse que o momento de Nova Olímpia é crítico. Segundo ele, outras medidas de austeridade serão tomadas para que o município continue governável. “Vamos cortar tudo o que pudermos, mas a população pode ficar tranquila que faremos isso com muita responsabilidade e os serviços essenciais não serão afetados”, destacou o prefeito.
Ainda, Cristovão também disse que está tomando essas medidas em razão da crise que não o deixa com outra opção. “Dói meu coração ter que tomar essas medidas, mas não tenho outro caminho. Peço a compreensão da nossa população e em especial dos servidores para que juntos possamos passar por essa fase turbulenta”, finalizou.
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