Bancada de MT na Câmara deve ter ampla renovação
Fonte: Redação Midianews
Dos oito parlamentares, pelo menos cinco podem não concorrer à reeleição
A bancada federal de Mato Grosso na Câmara poderá passar por uma renovação de pouco mais de 60% nas eleições do próximo ano. Dos oito parlamentares atuais, por motivos diversos, pelo menos cinco estarão de fora do pleito.
O caso mais emblemático é de Pedro Henry (PP), reeleito ininterruptamente desde 1994.
O parlamentar foi condenado, no dia 26 de novembro de 2012, a sete anos e dois meses de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, por conta da sua participação no esquema conhecido como “Mensalão”.
O mato-grossense, o então presidente do PP, Pedro Corrêa, e o ex-deputado José Janene (falecido em 2010) foram acusados de organizar o esquema do Mensalão dentro do partido.
Os três seriam os responsáveis por receber os repasses financeiros do publicitário Marcos Valério, para que os integrantes da sigla aprovassem projetos de lei de autoria do Executivo, no segundo mandato de Lula na Presidência da República.
À época, Pedro Henry era líder da bancada do PP na Câmara Federal e, agora, devido à condenação, está enquadrado na Lei da Ficha Limpa - portanto, inelegível.
Outro parlamentar que pode ser barrado é o deputado federal Eliene Lima (PSD), atual líder da bancada federal de Mato Grosso.
Eleito desde 2007, Eliene, atualmente, é “ficha suja”, por condenação de crime eleitoral no Tribunal Regional Eleitoral (TRE). O deputado foi acusado de compra de votos e gastos ilícitos, durante a campanha de 2006.
O parlamentar, no entanto, negou a possibilidade ao MidiaNews, nesta semana, e informou que conseguiu reverter a situação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Até a edição desta matéria, no entanto, o TRE não confirmou o recurso.
Caso realmente esteja sem problemas na Justiça Eleitoral, o parlamentar afirmou que é candidato à reeleição.
Fim da vida pública
Além dos “fichas sujas”, os deputados federais Júlio Campos (DEM) e Homero Pereira (PSD) podem desistir da vida pública, pelo menos por enquanto.
Ao site, Júlio afirmou que não deve concorrer a nenhum cargo político no próximo ano. Na vida pública há 45 anos, o democrata disse que “está cansado” da corrida eleitoral.
Ex-governador, esta é a sua terceira legislatura na Câmara Federal. Anteriormente, Júlio foi deputado de 1979 a 1983 e, depois, de 1987 a 1991.
Por motivos de saúde, Homero também pode deixar a vida pública. Desde fevereiro, o parlamentar se ausentou da Câmara para dar início ao tratamento quimioterápico contra um câncer no estômago.
À época líder da bancada, a decisão de um novo nome veio em maio.
Disputa eleitoral
Além da cota dos fichas sujas e daqueles que devem se ausentar da vida pública, quatro deputados federais devem concorrer a eleição de 2014 em outros cargos.
Carlos Bezerra (PMDB), Nilson Leitão (PSDB), Wellington Fagundes (PR) e Valtenir Pereira (PSB) vêm dizendo, desde o final do ano passado, que a definição quanto aos cargos que devem disputar dependerá dos partidos.
Ainda assim, tanto Leitão como Valtenir são apontados como candidatos ao Governo do Estado por suas legendas.
O socialista, no entanto, pode passar por uma reavaliação partidária, após escândalo nacional envolvendo seu nome.
O parlamentar suspeito de ter sido beneficiado em um esquema de “Caixa 2”, que supostamente desviaria recursos de um projeto de internet gratuita na Paraíba.
Valtenir nega que o escândalo possa afetá-lo.
“Não existe crise. Essas denúncias não desestabilizam o PSB porque esses fatos são fruto de imaginação e da interpretação pessoal do delegado. A população sabe do trabalho do Eduardo Campos, do trabalho do Ricardo Coutinho, na Paraíba, e do meu trabalho, em Mato Grosso. Tenho uma conduta ética, mas meu trabalho e meu discurso político não são baseados simplesmente na minha imagem de ética, e sim em resultado, em ação para melhorar a vida das pessoas”, disse.
Na última sexta-feira (2), Carlos Bezerra apenas afirmou que depende das decisões do PMDB. Em outras ocasiões, entretanto, o deputado já afirmou que pode ser candidato ao Governo do Estado, se assim a aliança quiser.
No caso de Wellington Fagundes (PR), deputado mais bem votado em 2010 e há seis mandatos ininterruptos na Câmara Federal, a possibilidade é ir ao Senado Federal.
O impeditivo poderá ser a eventual candidatura do senador Blairo Maggi (PR) ao Governo do Estado. Se Maggi for, a aliança deverá cobrar outro nome, de outro partido, ao Senado.
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