Aulas são retomadas em 302 escolas de MT durante greve, diz Seduc
Fonte: G1
A Seduc informou também que o impasse entre professores e estado não tem previsão de acabar, uma vez que o governo mantém firme a posição de não negociar com os grevistas até o fim da paralisação. Um diálogo sobre a medida a ser tomada em relação à greve estava previsto para esta terça-feira (8) entre a nova secretária de Educação, Rosa Neide Sandes de Almeida, e o governador Silval Barbosa. No entanto, o diálogo foi adiado e ainda não foi divulgado uma data.
De outro lado, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT), Henrique Lopes do Nascimento, contrapõe os dados divulgados pela Seduc. Ele adiantou que um levantamento paralelo ao da Secretaria começou a ser feito pelo sindicato a fim de confrontar os números do estado.
Segundo ele, o sindicato acredita nos números apresentados na última assembleia. “Representantes de 80 municípios compareceram na assembleia e apenas 19% se mostraram propensos a encerrar a greve. O governo mais uma vez mente. Estão usando a desinformação para justificar a tese de que o movimento está fraco”, enfatizou Henrique.
Na segunda-feira (7), os grevistas ocuparam o prédio da Seduc, em Cuiabá, em protesto contra a falta de uma contraproposta do governo. Cerca de 70 grevistas participaram do protesto, conforme a Polícia Militar, que foi acionada para fazer a segurança do local durante a manifestação. A ideia era chamar a atenção do governo em relação à pauta de reivindicações da categoria, principalmente a que trata do reajuste salarial de 100% em sete anos.
Histórico
A greve dos professores foi deflagrada no dia 12 de agosto, quando a categoria paralisou as atividades letivas para reivindicar a dobra do poder de compra em 7 anos, o pagamento da hora-atividade aos professores contratados, melhorias nas escolas e repasse de 35% dos recursos do estado para a educação, como determina a constituição estadual. Atualmente o piso dos profissionais em Mato Grosso é de R$ 1.566,64. O nacional é de R$ 1.565,61.
Os trabalhadores recusaram duas vezes a mesma proposta do estado, que previu dobrar os salários em 10 anos e fazer o pagamento da hora-atividade de forma parcelada, totalizando em três anos. A paralisação, de acordo com o Sintep-MT, é a mais longa dos últimos 30 anos.
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