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Audiência pública apresenta estudo de viabilidade de pedágio na região

  • Publicado em 08/10/2013

Fonte: Nélson Alves - Assessoria de Imprensa

Um forte debate marcou a audiência pública sobre a concessão para a iniciativa das rodovias MTs 246, 343 e 358 – trecho de Nova Jangada na BR 163 até Itamarati Norte (229,3 quilômetros), na manhã de segunda-feira, 07, em Nova Olímpia, oportunidade em que se reuniram representantes da Secretaria Estadual de Transportes e Pavimentação Urbana-SETPU, prefeito, vereadores, secretários municipais, representantes de entidade e comunidade.

Durante a explanação, o secretário adjunto da SEPTU, José Márcio explicou que o primeiro processo é a audiência pública, para que as pessoas fiquem cientes do que será feito, destacando que essa é a alternativa que o estado encontrou manter essas estradas num bom estado de trafegabilidade, com a concessão mediante a cobrança de pedágio. Com relação aos preços das tarifas, segundo ele, será feito por meio do estudo e que são levados em conta os investimentos para deixar a estrada em bom estado de trafegabilidade e a quantidade de veículos que passa e que terá as condições de ressarcir os investimentos à concessionária em 35 de concessão. “A empresa vencedora da licitação terá que fazer investimentos de quase R$ 370 milhões em três anos, sem contar que, ao longo desses 35 anos, são previstos mais investimentos na ordem de R$ 40 milhões por ano”, disse José Marcio.

Segundo o consultor Paulo Emílio serão construídas três praças de pedágio nas MTs 246, 343 e 358 – trecho de Nova Jangada na BR 163 até Itamarati Norte, na BR 364. “Elas serão instaladas, na MT-358, próximo à Itamarati Norte e pouco antes de Nova Olímpia, e na MT-343, próximo à Aldeia Umutina e no entroncamento entre a 343 e a MT-246, no trevo de Jangada”, informou.

Apesar de ser irreversível o processo de concessão, haja vista que a audiência não teve caráter consultivo e sim apenas a apresentação de estudos para a transferência para iniciativa privada das rodovias em questão, o que se ouviu nos debates foi a insatisfação daqueles que usaram da palavra, após as explanações do secretário adjunto da SEPTU, José Márcio e do consultor Paulo Emílio.

Para o vereador Sérgio Scheffer, é mais uma transferência de responsabilidade que o governo quer passar ao cidadão que já paga alta carga de impostos e não recebe um serviço de qualidade. Segundo ele, o governo de Mato Grosso tem deixado a desejar em diversos setores e principalmente na saúde, não repassando os recursos devidos.

O prefeito de Nova Olímpia, Cristovão Masson demonstrou sua preocupação com o possível isolamento da região a partir da instalação das praças de pedágio, desviando o trânsito para outras vias que não possuem praça de pedágio. “Se já está difícil com o movimento que temos, imagine se diversos viajantes e transportadores optarem por outros caminhos não tarifados?”, questionou, destacando que, perdendo a movimentação, a cidade sofre impacto no comércio, hotéis, postos de gasolina, restaurantes, entre outros setores.

CÁLCULOS – A reportagem do O Jornal (Tangará da Serra) simulou um cálculo de um morador de Sapezal que necessita viajar até Cuiabá, num carro de passeio, tendo os quatro pedágios já instalados e custando R$ 5 por eixo, uma média entre os vários preços de pedágio praticados hoje no Estado. Primeiro, teria que pagar R$ 20 no pedágio indígena, depois, mais R$ 10 em cada praça (02 eixos), totalizando R$ 40. Seriam R$ 60 para chegar a Cuiabá e mais R$ 60 de volta, totalizando R$ 120 somente em pedágios, fora o combustível. Então, por que esse viajante utilizaria esta rota, se na MT-010/BR-364 não existem as quatro praças de pedágio e ele teria que pagar somente o da travessia pela terra indígena?

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