174 mil ficam sem atendimentos com municipalização do Hospital de Barra do Bugres
Fonte: Paulo Ramos - Redação DS
A situação é preocupante. No final de seu mandato, o Governador Silval Barbosa do PMDB irá deixar inúmeras preocupações, dívidas e situações de extrema dificuldade para o então governador eleito Pedro Taques (PDT). A nova bomba de seu mandato estourou desde a semana passada, com notícias estaduais a respeito do Hospital Roosevelth Figueiredo Lira, de Barra do Bugres.O Prefeito Julio Florindo do PSD lamentou a situação, mas garantiu ao jornal Diário da Serra, assim como outros veículos de comunicação haviam informado, que desde ontem quarta-feira, a instituição só está atendendo pacientes de Barra do Bugres, “nós lamentamos muito ter que suspender os atendimentos, mas a negligência por parte do estado que nos obrigou a fazer isso”.
A unidade era responsável por atender a população de outros 11 municípios, ao todo mais de 170 mil habitantes serão prejudicados com a suspensão dos atendimentos, “nós estivemos avisando os 11 municípios sobre a suspensão”, destacou Florindo lembrando que a instituição vive também o déficit de medicamentos e insumos. Desde a última sexta-feira anestesistas haviam parado os trabalhos.
De acordo com informações do prefeito, a situação é precária. O Governo do Estado não está realizando os repasses financeiros, “há três meses que o governo não repassa e está indo para o quarto mês, é impossível o município arcar com tudo isso sozinho. (…) Há um estudo da própria Secretaria de Saúde do Estado que acredita que o orçamento mínimo para que o hospital deste porte funcione é de R$ 1,8 milhão, o que eles estavam nos repassando não dava nem para pagar os médicos do hospital. Eu fui até a Capital tentei conversar, mas eles afirmam que não são responsáveis e que o nosso hospital é apenas municipal”.
A prefeitura ajuizou ação com pedido de tutela antecipada e aguarda a decisão junto ao Tribunal de Justiça. A unidade de saúde, que tem porte de hospital regional, realiza mensalmente 20 mil atendimentos. Ao todo, o local conta com 89 leitos, especialidades nas áreas de dermatologia, cardiologia, pediatria, ortopedia, ginecologia e obstetrícia, psiquiatria e cirurgia geral.
“Vamos aguardar, se o governo quiser negociar e conversar conosco nós estaremos prontos para conversar. Agora caso não tenha negociação, nós não vamos nos responsabilizar pelo atendimento regionalizado”, finalizou o prefeito.
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