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A FUNÇÃO DO PROFESSOR DE HISTÓRIA NO ENSINO FUNDAMENTAL

A FUNÇÃO DO PROFESSOR DE HISTÓRIA NO ENSINO FUNDAMENTAL

SOBRINHO, Angela Romao[1]

SANTOS, Maria das Dores[2]

NUNES, Antônio Veras[3]

 

                                             

 

Resumo

O artigo apresentado tem como objetivo principal refletir sobre a função do professor de história na sociedade atual, aprofundando um pouco o início da história da educação nas sociedades primitivas, bem como o papel do professor na supervisão.

  Palavras chave: História – sociedade – professores – didático – Fundamental – Médio – Superior – Revista – jornais – ensino – alunos. Informações – transformação.

 

 

VESTÍGIOS NA HISTÓRIA DA FUNÇÃO DO PROFESSOR

 

No contexto das sociedades primitivas, a educação coincidia com a própria vida, sendo, pois uma ação espontânea, não diferenciada das outras formas de ação desenvolvidas pelo homem, educava-se por intermédio de suas ações cotidianas.           

Com efeito, a ação educativa era exercida pelo ambiente, pelas relações e ações vitais desenvolvidas pela comunidade com a participação direta das novas gerações, as quais, por essa forma, se educavam.    

Os adultos a educavam, então, de forma indireta, isto é, por meio de uma vigilância discreta, protegendo e orientando as crianças pelo exemplo, e eventualmente, por palavras. Com o passar do tempo o educador ficou sendo responsável pelo ensino e pela educação das crianças, mas também porque, de fato, sua função, desde a de estar constantemente presente junto às crianças, tomando conta delas, isto é, vigiando, controlando, supervisionando, portanto, todos os seus atos. Uma forma de manifestação da função supervisora na figura do professor.  Convém lembrar que nossos primeiros professores foram os jesuítas e a eles cabiam todas as funções, de supervisionar, de coordenar, de gerenciar e principalmente o de ensinar.                                                         Em tempos de Idade Média a cidade (aldeia) e a indústria (artesanato) se subordinavam respectivamente ao campo e à agricultura, comunidades se constituíam segundo laços de sangue e a nobreza passava de pai para filho assim como servidão. Sob o modo de produção capitalista as relações deixam de ser natural para se predominantemente social, o que faz com que a sociedade, em lugar de se organizar com base no direito positivo que é estabelecido formalmente por convenção contratual e se traduz em constituições escritas.                                                                                             

Aliado a isto se dá, também, incorporação da ciência ao processo produtivo por meio da indústria. Onde o domínio da escrita era uma atividade destinado apenas as elites dominantes, mesmo assim, elas também tinham limitação na educação escolar.

Uma limitação que se estendeu até a nossa constituição, melhorando com a promulgação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação.                                             

  Pode-se, pois concluir que o professor era aquele que supervisionava a educação das crianças da classe dominante. Esse conceito parte do princípio de que existe a uma assimilação muito grande entre supervisor e professor, considerando que o foco de trabalho de ambos está relacionado diretamente ao aluno, ultrapassando a questão de apenas supervisionar o trabalho, função também exercida pelo professor.

 

Na perspectiva relacional construída nas escolas, Alonso (2003, p.175) afirma que:

 

(...) vai muito além de um trabalho meramente técnico-pedagógico, como é entendido com freqüência, uma vez que implica uma ação planejada e organizada a partir de objetivos muito claros, assumidos por todo o pessoal escolar, com vistas ao fortalecimento do grupo e ao seu posicionamento responsável frente ao trabalho educativo.

 

Não há dúvidas quanto a afirmação de ALONSO (2003). Atualmente o trabalho do professor adentra as áreas da saúde, área social, entre outras. Professores dessa sociedade atuam como verdadeiros psicólogos, advogados e médicos. Alunos que apresentam dificuldades em aprender certamente possuem alguma barreira que os impedem, momento em que entra a atuação de professor para o diagnóstico.

 

HISTÓRIA NO ENSINO FUNDAMENTAL

 

É notavel que alguns profissionais da educação que lecionam História, no Ensino Fundamental, têm a preocupação em cumprir todo o conteúdo a ser trabalhado no bimestre ou no decorrer do ano letivo. Essa preocupação talvez seja válida, quando torna significativa para o aluno. É comum ver alunos reclamar que não gostam de história. Isso acontece porque falta criatividade em contextualizar a história trazendo o conteúdo discutido em sala de aula para a realidade dos alunos.                              

Contextualizar usando a criatividade é necessário para que a aula se torne interessante, prazerosa. O professor poderá usar alguns mecanismos importantes para trabalhar história: demonstrar interesse pela história de cada aluno, despertar que somos construtores da história; história do lugar onde mora; história de sua escola etc.                            

  Assim sendo, o ensino de história se tornará significativo para os nossos alunos quando trouxer para a sua realidade. Não adianta falar de Segunda Guerra Mundial, sem discutir os maléficos da guerra para os nossos dias; Descobrimento do Brasil, se não contextualizar e discutir se houve mesmo descobrimento ou invasão.

 

PROFESSOR DE HISTÓRIA NO ENSINO FUNDAMENTAL

 

Os Parâmetros Curriculares Nacionais possuem objetivos claros que direcionam o trabalho do professor para o desenvolvimento intelectual do aluno, são eles:

 

- identificar o próprio grupo de convívio e as relações que estabelecem com outros tempos e espaços;

- organizar alguns repertórios histórico-culturais que lhes permitam localizar acontecimentos numa multiplicidade de tempo, de modo a formular explicações para algumas questões do presente e do passado;

- conhecer e respeitar o modo de vida de diferentes grupos sociais, em diversos tempos e espaços, em suas manifestações culturais, econômicas, políticas e sociais, reconhecendo semelhanças e diferenças entre eles;

- reconhecer mudanças e permanências nas vivências humanas, presentes na sua realidade e em outras comunidades, próximas ou distantes no tempo e no espaço;

- questionar sua realidade, identificando alguns de seus problemas e refletindo sobre algumas de suas possíveis soluções, reconhecendo formas de atuação política institucionais e organizações coletivas da sociedade civil;

- utilizar métodos de pesquisa e de produção de textos de conteúdo histórico, aprendendo a ler diferentes registros escritos, iconográficos, sonoros;

- valorizar o patrimônio sociocultural e respeitar a diversidade, reconhecendo- a como um direito dos povos e indivíduos e como um elemento de fortalecimento da democracia. (PCN, vol.05, p.33)

 

Para que o aluno consiga desenvolver parte destas competencias, o professor de História atual tem a missão de: revalorizar a disciplina, conscientizando sempre de sua responsabilidade social proporcionando aos seus alunos a melhor compreensão do mundo em que vive.                                                                                                                  

  Profissionais desta área precisam manter um ambiene relacional entre aluno e professor, deixá-los falar, opinar, sugerir. Misturar o tradicional com o novo, trabalhar com compromisso de se chegar a um norte (objetivos). O estímulo e a curiosidade é comum dos jovens e crianças deste século.                                                                            

Uma época onde a informação é gratuita e percorre os mais diversos caminhos professores precisam filtrá-las e orientar as leituras.                                                           

Existem grandes quantidades de informações, tais como; em jornais, revistas, televisões, cinema e internet. Sabe-se que tais informações presentes nesses meios de comunicações, ás vezes distorcem a realidade presente do nosso país, levando nossas crianças, jovens e adultos a se tornarem alienados. Muitos usam a expressão “o jornal escreveu”, “a televisão falou”, “está na revista ou na internet”. Sabe-se que essas informações só se tornam conhecimento quando são organizadas.

Encontra-se ai o real papel do professor de História, mediar os conflitos de informações, orientar a pesquisa veridica delas e estimular o registro histórico dos fatos. Levá-los a questionar o que é real ou não, nessas informações.

Deve ressaltar que vivemos em uma sociedade onde existe uma profunda crise de valores e atitudes. É nesse contexto de incertezas que entra o papel do professor, por isso é importante buscar novos recursos e atitudes didático-pedagógicos. O professor pode ajudar a sociedade usando o ensino, nesse caso o ensino de História, como instrumento de luta e transformação social, levando os alunos a uma consciência crítica que supere o senso comum para que possam não somente ver os acontecimentos, mas enxergá-los de maneira mais crítica e reflexiva. Sendo assim, o professor de História assume um papel, sobretudo político e social. Professores e professoras de História do Ensino Fundamental, Médio e Superior precisam encorajar-se social e politicamente, percebendo as possibilidades da ação social e cultural, na luta pela transformação das estruturas opressivas da sociedade brasileira. Por isso é necessário que conheçam a sociedade em que vivem os seus alunos e alunas.

 

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

 

 

O presente trabalho foi elaborado com objetivo de entende a função do professor começando desde o inicio da história da Educação na Grécia Antiga passando pela Idade Média, onde a concepção de educação muda conforme, a sociedade e o tempo presente. No contexto das sociedades primitivas, a educação coincidia com a própria vida, sendo, pois uma ação espontânea, não diferenciada das outras formas de ação desenvolvidas pelo homem, educava-se por intermédio de suas ações cotidianas. ´

Neste contexto surge a história oral, onde o ensino era passado dos mais velhos para os mais novos. Através da oralidade a criança adquiria o conhecimento oral onde passava para as futuras gerações.

Assim, surge o aprendizado significativo passando de geração para geração. Com o passar do tempo foi evoluindo a maneira de ensinar, surge às escolas, onde passou a planejar as disciplinas e conteúdos a serem ensinados.

 

 

 

 

REFERÊNCIAS

 

ALONSO, Myrtes. A Supervisão e o desenvolvimento profissional do professor. In:

FERREIRA, Naura Carapeto (org). Supervisão Educacional para uma escola de

qualidade. 4. ed. São Paulo: Cortez, 2003. p. 167-182.

Brasil, Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares nacionais: história, geografia/ Secretaria de Educação Fundamental. – Brasília: MEC/SEF, 1997.

166p.

FERREIA, Naura Syria Carapeto (Org). Supervisão Educacional Para  Uma Escola de Qualidade: da formação à ação. São Paulo: Cortez, 1999.

JUNIOR, Celestino Alves Silva e RANGEL, Mary. Nove Olhares Sobre a Supervisão. Campinas-São Paulo, Papirus, 6ª ed. 1997.

BITTENCOURT, Circe. O saber histórico dentro da sala de aula. 5 ed. São Paulo: Contexto, 2001

PINSKY , Jaime. Por uma História prazerosa e Consequente. São Paulo: Contexto, 2007.

PARRAMETROS CURRICULARES NACIONAIS (5ª AO 9º ANO)

 



[1] Professora da Educação Básica, graduada em Pedagogia, Especializada em Psicopedagogia e Gestão Escolar, angelaromao_02@hotmail.com;

[2] Professora da Educação Básica, graduada em Pedagogia.

[3] Professor da Educação Básica, graduado em Pedagogia, História, Bacharel em Teologia, especializado em Educação Infantil e Alfabetização.