Por: Professores Antonio Veras Nunes e Angela Romão Sobrinho

O artigo tem por finalidade entender a função da Coordenação Escolar. Partindo de uma análise que vai, das sociedades primitivas, grega, medieval, passando pelas ordens religiosas para compreender como essa função vem sendo construída em diferentes momentos da história.

Palavras chave: Educação – Supervisão – Pedagogo – Escravo – Grécia – Escola – Antiga – Ocidental

No contexto das sociedades primitivas, a educação coincidia com a própria vida, sendo, pois uma ação espontânea, não diferenciada das outras formas de ação desenvolvidas pelo homem.

E, não se podendo falar de educação em sentido escrito também, obviamente, não se poderia falar de ação supervisora.

Com efeito, a ação educativa era exercida pelo ambiente, pelas relações e ações vitais desenvolvidas pela comunidade com a participação direta das novas gerações, as quais, por essa forma, se educavam.

Os adultos a educavam, então, de forma indireta, isto é, por meio de uma vigilância discreta, protegendo e orientando as crianças pelo exemplo, e eventualmente, por palavras. Com o passar do tempo o educador ficou sendo responsável pelo ensino e pela educação das crianças, mas também porque, de fato, sua função, desde a de estar constantemente presente junto às crianças, tornando conta delas, isto é, vigiando, controlando, supervisionando, portanto, todos os seus atos.

Provavelmente, a forma de manifestação da função supervisora pode ser encontrada na figura do pedagogo tal como se configurou na Grécia.

Etimologicamente a palavra pedagogo significa aquele que conduz a criança ao local de aprendizagem ( FERREIRA, Naura Syria Carapeto,1999).

Pode-se, pois concluir que ao pedagogo, era aquele que supervisionava a educação das crianças da classe dominante.

Portanto, na Idade Média a cidade (aldeia) e a indústria (artesanato) se subordinavam respectivamente ao campo e à agricultura, assim como onde as comunidades se constituíam segundo laços de sangue; a nobreza passava de pai para filho assim como servidão.

Sob o modo de produção capitalista as relações deixam de ser natural para se predominantemente social, o que faz com que a sociedade, em lugar de se organizar com base no direito positivo que é estabelecido formalmente por convenção contratual e se traduz em constituições escritas.

Aliado a isto se dá, também, incorporação da ciência ao processo produtivo por meio da indústria.

Com efeito, até a Idade Média o domínio da escrita era uma atividade destinado apenas as elites dominantes, mesmo assim, elas também tinham limitação na educação escolar. Pois foi no contexto do incremento das trocas e da expansão comercial que se deu à descoberta do novo mundo.

O Brasil entra para a história da chamada civilização ocidental quando tiveram inicio as transformações das relações tribais entre povos indígenas através do contato com os portugueses. Isso provocou uma desestruturação dos povos nativos e um acirramento da visão etnocentricista de portugueses, espanhóis, holandeses, que mais tarde, diante da pressão das camadas populares e exigência da generalização da escola apresenta-se como uma das principais reivindicações daqueles que se então estavam privados desse beneficio, uma vez que a educação era privilégio da classe dominante.

Convém, portanto, voltar os olhos para a situação brasileira buscando pistas que nos permitam detectar a ideia de supervisão escolar.

BIBLIOGRAFIA

FERREIA, Naura Syria Carapeto (Org). Supervisão Educacional Para Uma Escola de Qualidade: da formação à ação. São Paulo: Cortez, 1999.

JUNIOR, Celestino Alves Silva e RANGEL, Mary. Nove Olhares Sobre a Supervisão. Campinas-São Paulo, Papirus, 6ª ed. 1997.