Prof. Claudius Masiero

O processo de ensino aprendizagem da matemática é de certa forma, bastante decisivo, principalmente quando forem os primeiros contatos dela com a criança. As orientações nesse período devem ser voltadas de forma que estimule a criança, explore a matemática que ela vive no dia-a-dia, use o poder da imagem que é rico tanto para interação como para vivenciar experiências, exemplos, fazer comparações, enfim incentivar a observar, compreender, interpretar, criar. Atrair o interesse da criança para o lado investigativo, aguçar seu lado curioso e estimular descobertas.

Ao contrário, a matemática será vista por muitos alunos como uma matéria difícil, quase impossível de ser aprendida, o que torna nas fases seguintes um problema a ser superado pelos professores. Importante nesse momento são os livros didáticos, a metodologia a ser adotada como: atividades diversificadas, trabalhos individualizados e acima de tudo o orientador deve ter muita paciência, dedicação e perseverança, porque os resultados serão em longo prazo.

Existem também aqueles alunos que para formar a construção do conhecimento de um determinado conteúdo é bastante lento, o que exige ainda mais do professor. Ainda por apresentar defasagem na aprendizagem provoca na sala tumultos, indisciplina e conversas paralelas criando um clima desfavorável para a aprendizagem.

O professor que, por sua vez, não pode contar com a participação dos pais e/ou responsáveis porque talvez sejam separados ou o aluno mora com os avós e esses alegam que “não dou conta desse(a) menino(a)”, não sabem mais o que fazer e falam; “Vê ai o que vocês fazem!”. Sem dizer que, na maioria das vezes, os pais não são alfabetizados e sem instruções de como articular uma orientação nas tarefas ou cobrá-los da obrigação de estudar diariamente em casa, ficam sem saída.

Temos uma grande maioria de alunos nesse sentido, gerando também o desinteresse pelos estudos e o professor tem que, de todas as formas, fazer a inclusão, construir a aprendizagem, o que demonstra principalmente a afetividade com o aluno. Neste âmbito estão inclusos as crenças, atitudes, considerações, gosto e preferências, emoções, sentimentos e valores. Chácon (2003).

Também existem aqueles alunos que podem sofrer de algum tipo de perturbação mental, complexo ou transtornos como Discalculia, Acalculia, Pseudo-Discalculia, entre outras.

A criança precisa ser entendida e sentir principalmente a presença dos pais neste momento, onde sentindo-se segura conseguirá seguir um tratamento com sucesso, de acordo com Dr. B. Adler (2001, pg. 27).

Portanto, o papel do professor, sua linguagem e suas atitudes são aspectos fundamentais neste momento, tanto para com o aluno como no intermédio com os pais e/ou responsáveis (se assim puder contar).

É importante fazer ou diagnosticar qualquer tipo de dificuldade de aprendizagem cedo, e contar com apoio de profissionais da saúde, para não cair no risco óbvio da criança e/ou adolescente adquirirem uma imagem muito negativa de si mesmos, prejudicando sua auto-estima e confiança. Podendo assim expressar-se mais na frente pensamentos negativos e/ou até mesmo suicidas.

“O professor é o líder da sala, aquele que é responsável pela atmosfera, pelo ambiente criado, no qual a reação dos alunos diante de determinadas circunstâncias é mais conseqüências das atitudes do professor do que apropriadamente pertencente aos alunos”. Ana Mª F.T. de Carvalho (2007 – Aprender sem medo).