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O Professor como Facilitador do Ensino de Língua Estrangeira a Distância[1].

Angela Romão Sobrinho[2].

Antonio Veras Nunes[3].

 

RESUMO

 

O presente trabalho tem como objetivo entender as crenças quanto o ensino de Língua Estrangeira nas escolas públicas do Brasil. Devido a carência da disciplina de Língua Espanhola na maioria das escolas públicas, muitos alunos não têm contato, e não faz uso desta língua, muitos têm a crença de que não há necessidade de aprender.  Os três artigos sobre “crenças na aprendizagem”, os autores deixaram à disposição nas faculdades a distância e principalmente para todos os alunos e professores que possam ter o entendimento e o conhecimento da Língua Inglesa e Espanhola. Portanto é de suma importância para o nosso crescimento profissional e para o nosso aprendizado.

 

 Palavras chave: crenças – professores- disciplina – alunos- conhecimento– escola.

 

RESUMEN

 

Este estudio tiene como objetivo comprender las creencias y la enseñanza de lenguas extranjeras en las escuelas públicas de Brasil. Debido a la falta, por supuesto, de habla española en la mayoría delas escuelas públicas, muchos estudiantes no tienen contacto, y no hace uso de esta lengua, muchos tienen la creencia de que no hay necesidad de aprender. Los tres artículos sobre las creencias en el aprendizaje", los autores no han dejado a disposición de las universidades a distancia y sobre todo para todos los estudiantes y profesores que pueden tener la comprensión y el conocimiento del idioma Inglés y Español. Por lo tanto es de suma importancia para nuestro crecimiento profesional y nuestro aprendizaje.

 

INTRODUÇÃO

 

O artigo será pautado em três autores, que pesquisam sobre o tema “crenças”, Ana Maria Ferreira Barcelos,Cristiane Manzan Perine e Fernando Zolin-Vesz, com os seguintes temas: Reflexões acerca da mudança de crenças sobre ensino e aprendizagem de línguas;  Crenças e Aprendizagem de Língua Estrangeira a Distância; Crença sobre o ensino-aprendizagem de espanhol em uma escola pública respectivamente. Os referidos autores buscaram relatos e dados das escolas públicas relatando as crenças sobre o ensino de língua estrangeira e espanhol. A construção deste artigo está relacionado ao PCC realizado na disciplina de Língua Espanhola II, através de um questionário onde foram entrevistados alunos e professores de escola pública.                                            

A autora Cristiane Manzan Perine em relação aos estudos sobre crenças no Brasil afirma que Barcelos (2001) define crenças como um conjunto de “ideias, opiniões e pressupostos que alunos e professores têm a respeito dos processos de ensino/aprendizagem de línguas e que os mesmos formulam.

 

FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

 

 

O artigo sobre crenças e aprendizagem de línguas em Linguística Aplicada (LA) do trabalho de pesquisa da escritora Barcelos teve início em meados dos anos 80 no exterior. E no Brasil existem mais de 50 dissertações e teses sobre esse tópico publicado pela autora.

Segundo a autora Ana Maria Ferreira Barcelos a pesquisa “ crenças sobre o ensino e aprendizagem de línguas no Brasil” pode ser dividida em três períodos: um período inicial que vai de 1990-1995, um de desenvolvimento e consolidação que vai de 1996 a 2001, e o período de expansão que se inicia em 2002 e vai até o presente.

O conceito de crenças é tão antigo quanto nossa existência, pois desde que o homem começou a pensar, ele passou a acreditar em algo. É um conceito complexo para o qual existem várias definições e diferentes termos, não só dentro da Linguística Aplicada (Barcelos, 2004).

Segundo BARCELOS (2004), “crença é algo presente no indivíduo desde a sua existência”, percebe-se na maioria dos docentes e discentes em escolas públicas a resistência ao aprendizado de Línguas estrangeiras (Inglês e Espanhol), e ambos acreditam que não é importante ensinar e aprender esta disciplina, acreditam que não tem serventia para nada. Quando o aluno resolve prestar o vestibular do curso superior de Letras, muitos estudantes optam em fazer Letras/espanhol com acreditando que é mais fácil do que o Inglês. Quando é aprovado no curso de Letras/Espanhol, o acadêmico já inserido no curso, quando ao falar e escrever as atividades de espanhol, percebe sua dificuldade, sentindo a necessidade de fazer um curso de Espanhol para melhorar as suas dificuldades do curso a distância.   Na maioria das escolas públicas, muitos professores não estão preparados para ministrar a disciplina de Língua Espanhola e a Língua Estrangeira, muitas vezes por falta de formação adequada. Muitos dos alunos não foram preparados nessas disciplinas, no ensino fundamental e nem o ensino médio.

Segundo PERINE (2013), as crenças como dinâmicas sociais são relacionadas à linguagem. As crenças podem variar de um estudante para o outro, de contexto para contexto, e mesmo de professor para professor.

Por terem origem nas experiências, as crenças são pessoais, intuitivas, episódicas e na maioria das vezes, implícitas (BARCELOS, 2001). Dessa forma, as crenças não são apenas fenômenos exclusivamente cognitivos, mas socialmente construídos sobre experiências em quadros específicos, problemas pessoais, de nossa “interação com o contexto e da nossa capacidade de refletir e pensar sobre o que nos cerca” (BARCELOS, 2004, p.132).

            O professor ministra suas aulas com conteúdo coerente, através de metodologia e das práticas pedagógica, ensinando corretamente, assim, melhora o ensino/aprendizagem do aluno; desta forma o aluno vê, crê e aprende e se interagindo professor e aluno. O professor está sendo um mediador e contribuindo no aprendizado deste aluno.

Segundo Zolin, a principal implicação da pesquisa de crenças sobre ensino aprendizagem de línguas é, que Barcelos (2004) afirma que, a possibilidade de criar espaços para alunos, futuros professores e até mesmo professores em exercícios questionarem suas crenças, crenças sobre ensino etc. “[...] na tentativa de entender as crenças que nos cercam em nosso meio social, as consequências dessas crenças para nosso desenvolvimento como pessoas, como cidadãos, como professores e alunos” (Barcelos, 2004,p.146).

É de suma importância que na escola, professor e aluno tenham a possibilidade de ter seu próprio espaço e questionamento sobre crença no ensino, e que todos tenham uma visão crítica do todo para que possam ter entendimento e clareza entre o meio social em que estão inseridos. Principalmente o aluno precisa saber sobre o ensino, conhecer as Leis que garanta o ensino, para que possam buscar seus direitos dentro da legalidade.

A Lei n. 11.161, de 2005 declara obrigatório o ensino de língua espanhola no Ensino Médio e faculta no Ensino Fundamental do 6º ao 9º ano, e a publicação das Orientações Curriculares Nacionais para o Ensino Médio- OCEM (2006). Percebe-se que muitas Escolas Públicas não têm a disciplina Língua Espanhola, mesmo sabendo que existe lei, muitos não percebem a importância desta disciplina no currículo escolar.

 

                               METODOLOGIA     

 

O presente artigo baseou-se em três autores, Ana Maria Ferreira Barcelos,Cristiane Manzan Perine e Fernando Zolin-Vesz,com os seguintes temas dos artigos: 1) Reflexões acerca da mudança de crenças sobre ensino e aprendizagem de línguas; 2) Crenças e Aprendizagem de Língua Estrangeira a Distância; 3) Crença sobre o ensino-aprendizagem de espanhol em uma escola pública. Os três autores desta pesquisa buscaram relatos, fatos, entrevistas e realidades nas escolas públicas, inseridos com o meio social para que todos possam mostrar as crenças sobre o ensino de língua estrangeira. Na construção desta pesquisa deste artigo está relacionado o PCC realizado na disciplina de Língua Espanhola II, através de questionários e perguntas, onde foram entrevistados alunos e professores de escola pública. Alunos colocaram seus anseios, dúvidas e suas dificuldade em relação a disciplina de Língua Espanhola. E professores colocaram suas opiniões e críticas sobre a importância do curso de Língua Espanhola na formação dos futuros professores de espanhol.

 

 

RESULTADOS E DISCUSSÃO DOS DADOS

 

 

Nos resultados e discussão dos dados terá como fonte de pesquisas os artigos citados acima na fundamentação teórica dos autores Ana Maria Ferreira Barcelos, Cristiane Manzan Perin e Fernando Zolin-Vesz, bem como os questionários elaborados nas Disciplinas de Língua Espanhola II e IV, do curso a distância de Letras/Espanhol, oferecido pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e Universidade Aberta do Brasil (UAB), Polo de Barra do Bugres, MT. Na Disciplina Espanhol II, foi realizado um PCC- Práticas Componentes Curriculares, onde foi elaborado um questionário para os alunos com objetivo de saber quais as perspectivas e dúvidas sobre o curso de Língua Espanhola a distância. Na Disciplina de Espanhol IV, foram elaboradas questões onde professores da rede pública colaboraram dando suas opiniões sobre o estudo de uma Língua Estrangeira.

  Segundo o autor Zolin é importante que os professores possam debater em sala de aula com os seus alunos sobre a disciplina de Espanhol, e sua importância para o ensino, para que esses futuros professores tenham conhecimento da disciplina e das próprias leis que amparam. Conhecer e aprender o espanhol não quer dizer que o aluno já domina, mas é acreditar que é uma nova descoberta em sua vida, e saber que é importante para a sua formação. Crença é acreditar que o difícil pode se tornar fácil, através dos esforços e da ajuda do professor facilitador, o aluno constrói seus conhecimentos.

 

CONCLUSÃO

 

 

Os estudos dos artigos sobre crenças na Língua Estrangeira nas escolas públicas ou distancia possibilitou entender que “crença” é acreditar em algo ou naquilo que vê. O professor tem sua crença em sala de aula que é ensinar o aluno, este aluno através do ensino aprendizagem acredita naquilo que foi ensinado pelo professor. O curso de Letras/Espanhol a distância não é fácil, por isso, se faz necessário que o tenha tempo, esforço na autonomia de buscar fontes que venha lhe ajudar no ensino-aprendizagem.                               

É possível aprender uma língua estrangeira a distância. Com a ajuda e orientação dos professores tutores presenciais no polo e professores das disciplinas é possível sim aprender uma língua de outro país. O objetivo em fazer o curso de Letras é acreditar no futuro que está aí. Para isso se faz necessária organização do tempo de estudo e ir além da faculdade, buscando outros meios que venham contribuir com a formação do aprendizado.

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

 

 

Orientações para PCC – Língua Espanhola V, 2015.

BARCELOS, A.M.F. Reflexões acerca da Mudança de Crenças sobre Ensino e Aprendizagem de Línguas. Ver. Brasileira de Linguística Aplicada. V.7, n.2, 2007.

 

 VERS – Fernando Zolin. Crenças sobre o ensino aprendizagem de espanhol em uma escola pública. RBLA. Belo Horizonte. V. 13, p. 815-828, 2013.

 

PERINE, Cristiane Manzan. Crenças e Aprendizagem de Língua Estrangeira a Distância. Anais do SILEl. Volume 3, Número 1. Uberlândia: EDUFU,2013.

 

                                                                                

 

 

 



[1] Artigo elaborado como Prática como Componente Curricular (PCC).

[2] Graduanda do Curso Licenciatura Letras Português-Espanhol, UFMT/UAB, Polo: Barra do Bugres, 2016/1, email: angelasobrinho12@hotmail.com

[3] Graduado em Pedagogia e História, graduando em Letras Portugues/Espanhol, UAB/UFMT, Polo: Barra do Bugres, 2016/1, email: antonioveras015@hotmail.com.